quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seja quente ou seja frio, pois se for morno te vomito


Essas cores pálidas que correm de seus lábios, enquanto gasta seu pobre latim, são de uma sinestesia morta, que revolta meu estômago em viagens sóbrias e raivosas, perco até minhas forças para chacoalhar-te até que revire todo o teu ser e tire sua essência tecnicolor, seus sons mais loucos e qualquer outro sopro divino que não permita que eu vire as costas e desista de você para as próximas reencarnações.
Gosto mesmo das cores mais fortes, todas juntas, dos abraços mais apertados, dos gostos mais inusitados, dos sabores delirantes, dos toques que fazem... Ah... Ah... Se tudo que tens são seus chavões revoltados, “as dez mais”, seus arrependimentos mesquinhos e a manchete do dia, corra, pra bem longe, e leve consigo esse sorriso desdentado, essa risada falsa de quem não entende nada e toda essa ignorância cultivada e escondida nas palavras mal pronunciadas. Isso, corra, e gaste essa energia toda em qualquer coisa que fique longe mim, dos meus ouvidos, dos meus filtros e da minha aura.
Eu não agradeço porque você não entende de gratidão, só reconheço que não fez mais que sua obrigação.

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma Vitória


Assisti a um horror movie sozinha, de olhos bem abertos, mãos firmes, chocolate derretendo na língua e reparando nos defeitos de efeitos. Tudo bem, as luzes estavam acesas, mas leve em conta que perdi a companhia do outro filho da minha mãe para o sono e que costumo sentir mais medo que a média nacional prevê. Ô meu Deus, que orgulho! Que orgulho!


Hoje é domingo
Pede cachimbo
Cachimbo é de ouro
Dá um estouro
Touro é valente
Mas não mais que eu (...)


Aí fica uma parlenda pra encerrar com cachimbo de ouro, obrigada.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eternal Sunshine Of The Spotless Mind


Feliz o destino da inocente vestal.
Esquecendo o mundo e por ele sendo esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças.
Toda prece é ouvida, toda graça é alcançada (...)

sábado, 15 de agosto de 2009

Defenestrar-me-ei


Estou perdendo meus sentidos, inclusive o sexto, em curtos goles. Tenho vivido pouco, com rara paixão de existir; sinto medo, frequentemente, de ser aquela que sou desde que cheguei aqui, saio de casa em passos pequenos e rápidos, com uma espantosa feição de Basset Hound. Quem vê até pensa que sou resumida, de pouco amor, de dor vazia, sem cor, sem piedade. Não discordo, nem concordo, falta-me vontade pra argumentar; não mais brigo, não impesso tragédias, não sou chegada a atrapalhar.

Tenho sido tão útil quanto um murro no vento, tão útil quanto essas palavras, que estão a milhas de ser o que eu queria dizer, e que não falam muita verdade, mas estão reunidas. Meu nonsense atrapalha minha vida. Obrigada.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quase um Segundo




"Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz (...)"


Quase um Segundo - Cazuza

terça-feira, 31 de março de 2009


A dor infrene, que atropela e avassala meu coração, agora quer ficar, quer fazer morada em minhas entranhas. Hóspede inconveniente que faz meus olhos ressecarem após desaguar, martela minha cabeça, perfura minh’alma. Mas um dia hei de livrar-me de tal martírio, talvez porque o tempo volte, talvez porque o tempo passe.


Tempo, precioso tempo que não perdi, mas não pude segurar, mesmo distante ainda posso amar.
Tristeza, incendiária tristeza que concebi, mas não pude segurar, mesmo distante ainda posso amar.
Súplica, uma nova súplica que gritei, mas não quero segurar, mesmo distante você ainda vai me amar.

Não vai?

sábado, 21 de março de 2009

É tanto amor do qual me inundo

Que não posso afirmar se meu pranto

Se faz da tristeza

Ou da alegria de tê-lo em meu mundo

Nenhuma'lma me explicou

De que se fazia o verbo amar

Pensei que fossem beijos

Pensei que perderia o ar

Mas não perdi

Por pouco



Rascunho de 21/03/09.